21 novembro 2013

O Dia da Consciência Consciente

Negra, Caucasiana, Indígena, Oriental, Eslava, Sul-americana. Superemos. 
Afinal, este país, felizmente, é um país de mestiços. E acredito que o preconceito é sobretudo social, está relacionado ao poder aquisitivo. Quando os japoneses eram pobres também eram descriminados, ditos por alguns idiotas como sujos e inferiores, assim como dizem dos negros, infelizmente pobres em maioria.  

E me diz, leitor? O que você pensa sobre os bolivianos, ou sobre aqueles chineses imigrantes que "mal falam português não tomam banham nem escovam os dentes?"

Acho um absurdo, por si só, definir o Brasil em raças, pois o negro brasileiro é desbotado e o branco pretejado. Somos mestiços, amarronzados. Filhos dessa cor moreno alaranjada, que esconde o índio nos - belos - olhos levemente puxados. 
Quando nos aceitaremos mestiços e pararemos de defender orgulho branco, negro, azul, amarelo, vermelho? 

Quando será o dia que quando eu disser que minha família tem negros as pessoas vão deixar de me olhar com estranhamento, porque minha pele, em função das misturas, é branca. 
Quando superaremos que as diferenças estão aí para serem diferentes? 

Não, não sou cega, e sei que ainda há muito a evoluir, que existe preconceito, especialmente com um tipo que mora na periferia. Infelizmente no Brasil há mais negros em situação de pobreza, infelizmente ainda há menos negros nas TVs brasileiras do que deveria haver, assim como há poucos orientais e quase nenhum tipo latino-americano. 

Mas separar em camadas, em raças, só nos trás mais preconceito, mais castas. Afinal, ainda estamos caminhando e o primeiro passo é deixar de chamar preto de "moreninho", neste tom de desdém. De chamar brancos de "vela", orientais de "japonês", mas principalmente parar de inventarmos para nós, mestiços de sangue e alma, raças distintas e heterogêneas. 



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